Assim que chegamos na cidade, fomos para a Pousada Burgalhau, um pouco distante do centro, cerca de 500 m. Não sabia disso, mas já era tarde e decidimos ficar por lá e ver no outro dia o que faríamos. Estava tudo bem, um quarto honesto (boa relação custo x benefício), até wi-fi tinha. Estacionamento também, coisa que nem todas as pousadas têm. Pela manhã, já nos animamos com o barulho do preparo do café da manhã. Ficamos imaginando as delícias que um autêntico café mineiro iria nos oferecer. Tamanha a nossa decepção (grandes expectativas, grandes decepções), quando encontramos alguns poucos pedaços de queijo branco velho, presunto, pão, umas poucas frutas feias, um suco, café e leite. Era só. Não podíamos nos submeter aquele café da manhã.
Estávamos indo para outra pousada e decidimos parar no Centro de Informações para pegar um mapa da cidade. Este CI é mantido pela Associação dos guias locais e o mapa custa R$ 5,00. Foi bom termos parado ali, pois eles dispõe dos contatos das pousadas e a tabela de preços promocionais, diferentes dos anunciados. O atendente telefonou para algumas pousadas e uma delas, a Pousada Ouro Preto, nos agradou muito, mas só teriam resposta de vaga depois do almoço. Como era caminho da que estávamos indo, passamos lá e, por sorte, um casal estava de saída. E o preço era ainda menor do que dito pelo atendente (claro). Enquanto esperávamos, nos serviram bolo de milho e suco! Só então nos sentimos realmente em Minas.
A Pousada Ouro Preto era o que queríamos: estacionamento, wi-fi, frigobar e o básico (TV, banheiro individual e café da manhã). Fica próxima ao centro e ainda tem um mimo: chá das 5 h. Café, chá, biscoitos, torradas ou bolo. O café é ótimo, rendendo elogios de uma colombiana que não toma café nacional. A mesa de café é única e numa das tardes tínhamos como companhia americanos, franceses e australianos. A pousada foi um dos motivos que fizeram de Ouro Preto o lugar que mais gostamos nesta viagem. Também foi onde encontramos pão de queijo, até então não havíamos visto um sequer.
Esta viagem à Ouro Preto e arredores era a que mais queria fazer, já há alguns anos. Não esperava que fosse gostar tanto, superou as minhas expectativas e também as do Cassio (traumatizado com algumas cidades, que se dizem históricas e têm meia dúzia de casas preservadas). As coisas que mais gosto de fotografar são casas antigas e igrejas (curioso, já que não sou religiosa). Ouro Preto tem um centro grande, preservado, muitas igrejas, museus, muita coisa para se fazer.
O centro não é tão grande e é meio complicado andar de carro, não compensa. Saímos caminhando pela cidade tentando nos organizar de acordo com o mapa que compramos. Atenção ao horário de visitação das igrejas e museus, alguns lugares só abrem à tarde. As visitas ao interior das igrejas são pagas (entre R$ 2 e R$ 6,00) e não é permitido fotografar. Se não for entrar em todas, não deixe de ver ao menos a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, com muitos ornamentos em ouro e onde funciona o Museu de Arca Sacra. A Matriz impressiona. A Igreja de São Francisco de Assis conta com obras de Aleijadinho e teto pintado por Mestre Athayde. A Igreja de N. Sra. das Mercês e Misericórdia (Mercês de cima) é simples, mas tem boa vista da cidade. A Igreja de São Francisco de Paula, mais ao alto, também oferece uma boa vista da cidade. Não visitamos o interior, pois estava fechada. A Matriz de N. Sra. do Carmo é aquela que aparece nas clássicas imagens de Ouro Preto e o Museu do Oratório funciona ao lado. Não tínhamos interesse no Museu. Anexo a Matriz N. Sra. da Conceição funciona o Museu Aleijadinho. A Igreja Santa Efigênia ou de N.Sra. do Rosário do Alto da Cruz e a Capela N. Sra. do Rosário dos Brancos ou do Padre Faria ficam mais distantes do centro e é preciso subir uma ladeira íngreme. A igreja está sendo restaurada e, ao menos enquanto não terminarem, não vale o esforço para visitá-las, já que uma fica no caminho para a outra. A pousada onde ficamos era logo abaixo da Igreja de N. Sra. das Mercês e Perdões (Mercês de baixo), também fechada.
O Museu da Inconfidência (R$ 6,00) é indispensável. Bonito e bem organizado, dispõe de computadores com recursos interativos onde é possível conhecer um pouco mais da história do movimento e seus personagens. Em frente, fica o Museu e Ciência e Tecnologia (R$ 5,00), antigo Museu de Mineralogia, anexo a Escola de Minas/UFOP. O Museu tem uma das maiores coleções do mundo, dividida em setores temáticos, onde estão distribuídas amostras de minério do mundo inteiro, além de equipamentos de mineração e outros objetos relacionados.
No centro ainda estão a Casa, o Chafariz e o Parque Horto dos Contos, Teatro Municipal, as casas dos personagens da Inconfidência, além de outros lugares citados como atrações mas que dispensamos. Vimos os pontos que consideramos mais importantes.
Um passeio muito popular é a visita a Mina da Passagem, localizada em Mariana, onde é possível descer as galerias subterrâneas. Eu passo.
Não encontramos muitas opções de alimentação. Almoçamos no Restaurante Quinto do Ouro, buffet por quilo com opções da cozinha mineira. Também tem buffet de sobremesas: cocada mole, brigadeiro (em Minas, não é de leite condensado), doces de frutas, queijo… O sobe e desce das ladeiras ameniza a culpa.
Pão de queijo só encontramos um lugar especializado: o Cantinho do Pão de Queijo, onde além da versão tradicional, dá pra escolher um recheio: bacon, musarella, legumes, linguiça, entre outros.
Para tomar um café ou um chocolate quente, a Chocolates Ouro Preto, com duas lojas na cidade, tem algumas opções. Dispense as trufas (o chocolate é doce e o preço salgado!) e prefira o cone de trufa tradicional da Puro Cacau (sem pensar nas calorias). A casquinha é de chocolate ao leite, mas o recheio é bom, lembra mais uma trufa. Ainda assim, revelou-se um mito, como o chocolate de Gramado. Não é bairrismo, mas chocolate como o da Orion, de Blumenau, não se encontra por aí. Mas continuaremos tentando, é claro.
No centro, como não poderia deixar de ser, há muitas lojas que vendem pedras preciosas e semi-preciosas. Há também lojas especializadas em cachaça, boa opção de lembrança. Outro lugar legal para compras é a praça dos artesãos, onde o que mais se encontra são peças em pedra sabão e outras pedras utilizadas para a confecção de bijuterias e artigos de decoração. É possível acompanhar o trabalho dos artesãos, pois alguns deles confeccionam as peças no local.
A cidade abriga a UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e uma unidade da CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) e vários dos seus casarios são repúblicas de estudantes.
Subindo a primeira rua antes da Igreja de N. Sra. das Mercês e Misericórdia chega-se ao Morro de São Sebastião, onde fica um mirante que permite uma vista panorâmica da cidade. Outro mirante que descobrimos sem querer, por termos nos perdido, foi um que fica dentro do estacionamento da UFOP, próximo ao Departamento de Geologia. Naquela região fica a Casa dos Inconfidentes, apontada como uma atração, mas classificada por nós como dispensável. Segundo o professor da UFOP que nos indicou o caminho “é uma casa no meio do mato, uma casa comum…” Depois emendou, não querendo desestimular o turismo local: “…mas uma casa bonita, naquele estilo barroco, bonita.” Apreciamos a vista e fomos embora.
Ouro Preto e outras cidades da região têm Carnaval e algo que parecia ser um ensaio aconteceu algumas noites em frente à Matriz N. Sra. da Conceição, fazendo o batuque ecoar longe.
Vale a pena sair à noite e ver as ruas iluminadas. Pra quem sente muito frio (meu caso), é melhor levar um casaco, porque a temperatura cai à noite e pela manhã.
Os trechos entre Petrópolis e Arraial e de lá até aqui foram muito cansativos e gostamos tanto de Ouro Preto que decidimos ficar mais um dia. Com certeza, voltaremos!
Endereços:
Pousada Ouro Preto: Largo Musicista José dos Anjos Costa, 72 – Tel.: (31) 3551-3081
Restaurante Quinto do Ouro: R. Conde de Bobadela, 76
Trem da Vale: www.tremdavale.org
Outras pousadas:
Pousada Turismo: R. João Pedro Silva, 111 – Tel.: (31) 3551-3322
Pousada Bela Vista: R. Padre Rolim, 964 – Tel.: (31) 3551-3639
Pousada Dona Denis: R. São Miguel Arcanjo, 175 – Tel.: (31) 3551-1947
Pousada Nello Nuno: R. Camilo de Brito, 59 – Tel.: (31) 3551-3375




vista enquanto você dirige, b) ele não possui aquela voz sexy lhe dizendo “vire para a direita, vire para a esquerda, troque de faixa”; c) uma certa dificuldade de se encontrar mapas roteáveis para ele para todas as cidades do Brasil.
Se a região onde você estiver possui um mapa(seja ele vindo do tracksource.org.br ou da própria Garmin), sua localização vai estar no mapa. Caso contrário, você vai ter que usar todo seu conhecimento de cartografia para se localizar pelas coordenadas
O 60CSx vai registrando e acumulando várias informações interessantes como distância percorrida (total e parcial), velocidade média, velocidade máxima,tempo parado, tempo andando, etc.






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